1. Só criticar não basta. Na votação do impeachment em 2016 o modelo político tradicional faliu. E a sociedade se polarizou:

Sejam pró ou contra esse ou aquele partido, todos estão insatisfeitos com a política como um todo. A insatisfação é o ponto comum entre os dois extremos desse muro. Há portanto consenso quanto a necessidade de mudança.
A critica é necessária para expressar, de forma inequívoca, a falência da organização política brasileira. Mas apenas isso não basta. É preciso ir além, senão correremos o risco de cair no abismo de onde uma multidão de brasileiros histéricos, sejam à direita ou esquerda, disseminam o ódio. Dessa transformação nós, civilização, não precisamos.
“Thomas Kuhn, filósofo da ciência, dizia que paradigmas não caem porque suas falhas foram expostas; paradigmas só caem quando há um novo modelo no horizonte que dê conta de solucionar os problemas que o antigo já não era capaz de resolver. Visões de mundo não rompem enquanto não puderem ser substituídas. Tenho certeza que o fim da crise não virá de mais uma temporada do velho castelo de cartas da politicagem brasileira” Fonte (link)
Conforme preceito de Kuhn, um paradigma não cai por ter suas falhas expostas, mas sim quando surge um novo modelo de pensamento que tome o seu lugar. Ou seja, o modelo político atual, embora totalmente desmoralizado, continuará sendo exercido até que uma alternativa seja apresentada.
É por isso que só criticar não basta, é necessário também apresentar uma alternativa.E qual seria?
II. “Nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou”[1]
Destruição criativa é o processo de inovação em que o mais moderno surge e por seu próprio mérito substitui algo mais antigo. Foi assim com as carroças quando surgiram os carros, com as máquinas de datilografar sucumbindo aos computadores e com os lampiões de querosene substituídos por lâmpadas elétricas. E assim será com os partidos tradicionais do Poder Legislativo. Pluralidade partidária (não descartando candidaturas avulsas) só fará sentido em relação ao Poder Executivo.
– Se você pudesse escolher entre decidir diretamente questões de seu interesse ou delegar essa decisão para terceiros, o que você faria?
Veja: é quase tão óbvio quanto perguntar se você prefere uma lâmpada elétrica ou um lampião a querosene. A democracia representativa deixou de atender as necessidades sociais. É preciso então um paradigma que a substitua, para que o político aja visando o interesse coletivo, ao invés de somente o próprio.
Com um modelo de funcionamento simples, mas extremamente efetivo, a Democracia Digital torna seus representantes eleitos instrumentos para a manifestação da vontade popular expressa nas votações eletrônicas dos filiados. Ou seja, retira a discricionariedade dos eleitos e vincula seus votos aos resultados das votações eletrônicas do partido. É por isso que o foco não é “o que se vota”, mas unicamente “o como se vota”.
O projeto do partido conta em seu favor com a força de sua própria concepção; é a destruição criativa, onde um modelo termina por ter outro melhor para substituí-lo. Evolução.
III. Só há motivos para esperança
Todo período que precede uma eminente mudança é marcado por agitação social. O Brasil nesse momento está pegando fogo, a temperatura política está alta.
Revolução é a transição quando intensa e dentro de um curto espaço de tempo. Traz consigo a ideia de ruptura.
Mais do que revoluções e rupturas, nós precisamos de união. Precisamos de evolução sólida e constante e a Democracia Direta Digital traz a possibilidade de uma mudança profunda.

(Publicado originalmente em 2016)
[1] Victor Hugo

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