O mundo não aguenta mais seus políticos. Não imagine que seja algo restrito ao Brasil. O movimento anti-político afeta diferentes partes do planeta. Nos EUA e Reino Unido, candidatos outsiders ganham força. O mesmo vale para o Leste Europeu e para a França. Iraquianos não suportam mais seus políticos na zona verde em Bagdá. Os libaneses também não se consideram representados por seus deputados. E, obviamente, os brasileiros não toleram mais seus governantes.
(…) Alguns motivos indicam este movimento atual. Primeiro, a pulverização da informação e das opiniões. Hoje há uma cobrança muito maior durante 24 horas por dia dos governantes. Eles estão expostos o tempo todo. A cobertura é total e massacrante. Em segundo lugar, a política, nos tempos de Silicon Valley, ficou no século passado. As pessoas vivem em um mundo diferente e mais avançado do que o dos governantes. Os partidos simplesmente não representam a população. Pense rápido e diga se você se identifica com algum partido no Brasil? (fonte)
Resumo: a sociedade é digital, mas a política ainda é feita de maneira analógica. A crise política que vemos, na verdade se trata de falência. Sermos governados por uma assembléia de desqualificados, com a cobertura de uma velha mídia nada confiável, são sinais de uma estrutura que está prestes a ruir.
Seja em postagens de redes sociais ou discussões reais, vemos que as pessoas estão cheias de vontade de fazer política. Contudo, é triste perceber que a maior parte dessa energia é gasta em uma polarização imbecil (coxinhas vs. mortadelas) que nada agrega ao bem estar comum, pelo contrário, apenas subtraí do que deveria ser pacífica convivência.
É preciso que essa energia desperdiçada seja canalizada para algo produtivo, uma alternativa para essa política falida que está aí em vigor. Paradigmas e modelos vigentes não caem por suas próprias contradições, mas sim quando um novo paradigma/ modelo se apresenta em substituição. Destruição criativa. Democracia Direta Digital.

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