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Política, ódio e insanidade.

  1. A corrupção generalizada:

É fato que vivemos em um país em que a corrupção não é exceção, mas sim a regra:

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Em delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, afirmou: é uma grande falácia afirmar que existe “doação de campanha” no Brasil, quando na verdade são verdadeiros empréstimos a serem cobrados posteriormente a juros altos dos beneficiários das contribuições. (fonte)

Não existe almoço grátis. Empresas não doam milhões exclusivamente por ideologia política ou caridade, nem políticos desembolsam milhões em campanhas para cargos cujo valor total da soma dos salários de todo mandato não chega nem perto do valor das próprias campanhas.

Não é necessário maiores concatenações para descrever a falência política no Brasil. Segundo o Le Monde: o Brasil vê a implosão de seu sistema político. Porém, se ainda existe dúvida sobre uma residual lisura na política brasileira o listão de propina da Odebrecht comprova o óbvio.

Brasileiros trabalham em média 5 meses por ano somente para pagarem tributos. É certamente revoltante sermos surrupiados a vida inteira pelo Poder Público.

2. O ódio

Já sentencia a terceira lei de Newton: para toda ação há uma reação proporcional. Como já foi dito aqui, a falência política causa radicalização no planeta (artigo: 90 segundos: Homeostase e a radicalização na política mundial).

Sendo assim, diante de uma política cara, corrupta e falida, grande parte da população se revolta:

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Agredindo
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Agredidos

Esse é o triste espetáculo da insanidade. Agredindo e agredidos, estamos todos nós. Seja em comentários ofensivos (e inócuos) via Internet, seja na política ao vivo. É péssimo quando cria-se uma atmosfera de ódio social, onde o grito e a força tomam o lugar do diálogo e da razão.

Há uma linha tênue que separa a razão da loucura. A intolerância tem dois defeitos principais:

  • Intolerância surge do preconceito e preconceito implica restrição do poder de reflexão ou diálogo, é você rejeitando o mérito antes mesmo de analisá-lo.
  • A oportunista mídia semeia o ódio para então, ardilosamente, se apropriar e dar voz a essa insatisfação conforme seu interesse particular. É o cultivo da massa de manobra.

Devemos nos indignar, mas todo cuidado para a razão não ceder à insanidade. A indignação pode ser algo que mude o país para a melhor ou um tiro no pé. É nosso dever lutar pelo fim dessa estrutura falida chamada política brasileira, porém essa luta deve ser feita de uma maneira efetiva, não do modo paliativo pelo qual somos induzidos a agir.

Paradigmas não caem porque suas falhas foram expostas, mas sim quando há um novo modelo no horizonte que dê conta de solucionar os problemas que o antigo já não era capaz de resolver. Sendo assim, a democracia representativa é falida, porém continuará vigorando até que um novo modelo superior seja apresentado e tome seu lugar. Esse é o processo de destruição criativanada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou.

Nossa sociedade é digital, mas a política ainda é feita de maneira analógica. Essa é a maior de todas as crises: nós não somos representados. E agora está chegando a hora da Democracia Direta, uma ideia lógica, viável tecnicamente, e, quiça, inevitável evolutivamente. É questão de tempo que a internet seja utilizada como ferramenta para aumentar a participação política das pessoas e em breve chegará o momento em que, com uma fração do tempo que você utilize lendo as notícias ou discutindo na Internet, você poderá fazer toda a diferença em uma substancial mudança. Até lá!

(Publicado originalmente em 2016)


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