Para ser eleito, Rodrigo Maia teve de superar alguns adversários. Aqui vai um breve histórico dos três principais adversários:
- Rogério Rosso (PSD-DF): em 2010, foi indiciado por peculato e corrupção eleitoral. O caso está no Supremo à espera de julgamento.
- Fernando Giacobo (PR-PR): Em 1997, num período de 14 dias, ganhou 12 vezes na Loteria Federal. “Pura sorte. Juro por Deus. Eu sou um cara de muita fé”, disse.
Em 2006, foi acusado por falsidade ideológica e formação de quadrilha, crime que prescreveu em 2011, e, em seguida, ele foi inocentado. Em 2011, foi acusado de lavagem de dinheiro. Em 2008, o Supremo suspendeu o julgamento de Giacobo pelo crime de sequestro e cárcere privado, uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal. As três ações já prescreveram, por isso, neste momento, Giacobo não responde por nenhum crime no STF. - Marcelo Castro (PMDB-PI): É alvo de representação por captação ilícita de votos. Segundo a acusação, o deputado distribuiu dinheiro e pagou transporte de eleitores durante sua campanha para o cargo de deputado federal em 2014.
Já o novo presidente da Câmara, além de receber R$ 100.000 da JBS, tem envolvimento com mais uma empresa investigada na Lava Jato:

O novo presidente da Câmara dos Criminosos Deputados cravou logo na primeira coletiva:
– Eu ajudei a eleger presidente da Câmara o Eduardo Cunha (…) no plenário foi talvez o melhor presidente que nós tivemos.
Segundo sua análise, Eduardo Cunha, o psicopata, foi o melhor presidente que a Câmara já teve. Afinal, em uma Casa Legislativa dominada por criminosos, a presidência ser exercida por psicopata é algo totalmente compreensível.
Rodrigo Maia, como se pode observar, de jovem tem o rosto – no mais, é o típico caso de brasileiros bem nascidos que ascenderam na vida pública na base do “paitrocínio” e que estão aí para defender os interesses das chamadas classes dominantes.
Com 26 anos, indicado pelo pai, Cesar Maia, sem nenhuma experiência ganhou seu primeiro cargo importante: secretario de Governo de Luiz Paulo Conde na prefeitura do Rio de Janeiro.
Aos 28, foi eleito deputado, reelegendo-se sucessivamente em 2002, 2006, 2010 e 2014.
Entre seus bons amigos em Brasília estão Cássio Cunha Lima, filho do paraibano Ronaldo Cunha Lima, e Aécio Neves, neto do ex-governador de Minas Tancredo Neves. Coincidentemente, todos à sombra da trajetória pública de seus familiares.
Levando em conta a tradição, e o retrospecto, a Câmara, sob Rodrigo, tem tudo para continuar o que sempre foi: um espaço de troca de favores e defesa de interesses de pequenos grupos em detrimento da maioria.
(fonte)
Já na função de presidente, primeiro ele assumiu um acordão para encerrar a CPI do CARF, originada na operação Zelotes que investigou bilhões sonegados por grandes empresas:
“Alguns líderes de partido fizeram uma reunião com Maranhão na qual, preocupados com os rumos da CPI, sugeriram que a prorrogação fosse usada para votar o relatório final. Foi uma decisão coletiva e, se tiver que ser revista, será revista coletivamente também”, disse Maia.
Diante do absurdo, como sempre, restou ao povo brasileiro apenas o direito de lamentar diante das barbáries que essa política medieval apronta:

Depois, num declaração que converge perfeitamente com a conspiração para extinguir a CPI, Rodrigo Maia assume o óbvio: “O sistema político está falido”.
Isso nós já sabemos, Sr. Presidente. Só resta saber até quando o povo vai se sujeitar a isso.
(Publicado em 2016,. Atual até hoje)

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