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Falência: que venha o golpe do Bolsonaro

Jair Bolsonaro, releitura atualizada do Collor, busca claramente a ruptura. Só assim seu governo baseado no tripé crise-medo-ódio continua. Patético, provoca os outros poderes aos domingos e fala que foi mal compreendido na segunda-feira.

Segundo Rubem Alves, política é xadrez. Mourão, Heleno e toda a cúpula militar que integram o governo bolsonaro (mais de dois mil militares em cargos do governo federal) tem um comportamento dúbio junto a Bolsonaro. Não cagam e não saem da moita, segundo a tradição popular. Patético a cúpula militar brasileiro se prestar ao papel de capangagem de um presidente com inegável vínculo com grupos de extermínio/ milicianos da zona oeste do Rio de Janeiro. Só a rachadinha de salários e funcionários fantasmas (Val do açaí?) já era suficiente pra ir pra cadeia.

Se bem sucedido na empreitada golpista, o que Bolsonaro fará? Censura da mídia? Banir a internet? A aventura golpista é fadada ao fracasso, porém há risco de violência transitória enquanto durar o absurdo. Que venha o golpe da milícia, pois o povo que elege um presidente que faz apologia a tortura é fadado a ser governado pela mão pesada do Estado tirânico.

STF, congresso e Presidencia brigando rumo a auto destruição. Isso não começou com Bolsonaro. Isso é a natureza humana gananciosa e egoísta potencializada por 400 anos de escravidão. Enquanto não superarmos velhos paradigmas, a nação mais desigual do planeta estará fadada a ser governada pelo ódio e medo. Afinal, de onde mais surge tanta violência?

Bolsonaro não é nova política, mas sim a ruína da velha. Que venha a democracia digital.

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