“Cada vez mais, o índio é gente como nós” foi a frase mais cuidadosamente delimitada que ouvi recentemente. Quem é o civilizado? E o selvagem? Toda aquela retórica política composta por frases friamente calculadas produz claramente seu fruto. Bolsonaro, oao da frase, come na padaria pão com leite condensado. O Messias é tão simples que usa camisa do palmeiras falsificada…

Foda-se o politicamente correto. Tosco, brutal, ingênuo, amigo e inimigo. Herói e vilão. Dentro da tensão que existe no binarismo Esquerda-Direita, Bolsonaro se constrói muito bem. Trinta anos de política, sempre em evidência. O custo disso? Sua alma, político profissional no Brasil. Ele entra no hall de TODOS que vieram antes, inclusive a alma mais honesta de todas. Política no Brasil é farsa trágica grega. NADA SALVA.

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