Para início de conversa, o caso era sigilo de justiça. Afinal, envolve uma menina de 10 anos estuprada pelo tio. Pelo sigilo, jamais deveria chegar ao conhecimento de ministério de damares. E mesmo se chegasse, deveria estar ela impedida de se manifestar publicamente sobre processo judicial sigiloso.
Mas não. Damares é tropa ideológica de um governo miliciano. Logo, sua braço direito, a agitadora profissional Sarah giromini vaza o nome da menina e onde ela faria o aborto.
Em junho de 2019, a ativista Sarah Giromini (Winter) foi nomeada como coordenadora-geral de Atenção Integral à Gestante e à Maternidade do Departamento de Promoção da Dignidade da Mulher, da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. A aproximação com a ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, responsável pelo cargo ao qual Sara foi nomeada, se deu justamente pela atuação na luta contra o aborto.

Logo, uma corrente de fanáticos religiosos cerca o hospital pra impedir o aborto.
Em uma cena que deixa o mundo chocado, uma multidão de “pessoas de bem” (maior farsa já inventada) chamam a criança de 10 anos de assassina.
É revoltante. Talvez até o Taliban ficaria impressionado com o extremismo brasileiro. Eles, com certeza, teriam a coerência de fazer justiça com o estuprador antes de julgar a mãe.
É uma piada que no Brasil, país mais desigual do planeta, alguém ouse falar em risco de ditadura comunista. O risco, bem real no momento, é de uma ditadura fundamentalista cristã.
É isso que ocorre quando igreja e pastores se misturam com política. Quando 40% da programação da TV (concessão pública) é propaganda religiosa. E por fim, é isso que dá quando o fundamentalismo religioso preenche a lacuna deixada pelo ensino público fraco. Ensino no Brasil é sabotagem instituicionalizada.
Estado laico é letra morta na Constituição. No mundo real é diferente, o nome desse pesadelo é Brasilnistão e ele foi criado por quem jurou que nos ia libertar.

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