Política

A loucura tem método: como o extremismo sequestrou a pauta política

Deboche completo com quem paga imposto. É isso que acontece quando a política é apoderada por interesses escusos: lucro privado e prejuízo coletivo.

Capitalizam o lucro e socializam o prejuízo. E nós discutindo direita e esquerda, ao invés de nós contra eles.

No Brasil, em âmbito federal, o Congresso Nacional conta com 594 superpoderosos – são 513 na Câmara dos Deputados e 81 senadores. Portanto temos 594 congressistas representando 200 milhões de brasileiros, ou 0,000297% da população representando os outros 99,999703%.

A política é uma máquina de enriquecimento ilícito privado. É por isso que ninguém quer largar o osso, pelo contrário, famílias se perpetuam no poder. O Brasil de Sarney agora chama Bolsonaro de “nova política”.

PM que pagou boleto de R$ 16 mil ‘durante churrasco’ para Flávio Bolsonaro disse que ‘não lembra’ como foi ressarcido. Segundo Flávio, ambos estavam em um churrasco e ele pediu pro amigão pagar uma continha de 16 mil, pois não tinha o aplicativo instalado no celular.

Patriota: difícil não amar aquilo que lhe enriquece

Deboche. Escárnio. Quem mente mais ganha. “Cristãos patriotas” (ou qualquer rótulo que atraia votos) que enriquecem MUITO com política. Com vínculo sinistro com milícia, Bolsonaro e família são seres abjetos. Desprezíveis, indignos de cinco minutos de atenção. Em um país humanamente avançado, ninguém daria atenção as ladainhas do patriarca:  apologia à tortura ou falas racistas sobre quilombolas pesando cinco arrobas seriam ignoradas por povos civilizados.

Tropa de elite 2, profético

Bolsonaro não existiria na Noruega ou Suiça, mas no Brasil foi alçado a condição de Presidente República. Aqui, sua estupidez e mau caratismo causam fascínio. Esse é o problema. Não é a estupidez de um, mas a admiração de milhões.

A polêmica faz parte da estratégia do boçal e isso sequestra a pauta política, pois ao invés de debatermos alternativas políticas, estamos dia após dia denunciando a loucura dos terraplanistas lunáticos. O algoritimo das redes sociais não distingue bom de ruim, apenas reconhece o polêmico. Logo, o que se destaca é o polêmico e absurdo, com isso o sensato fica bem segundo plano.

Há método na loucura. Fake news, exército de robôs nas redes sociais. Não é nova política: é a falência da velha.

Um extremismo é artificialmente criado e as pessoas caem na armação ilimitada. Estratégia das tesouras: ou você é petista ou bolsonarista. Capitalista ou comunista. Sem meio termo, sem espaço pro sensato ou discussão. Não por acaso, a única estratégia política de Bolsonaro é manter a polêmica e tensão constante. E isso funciona muito bem.

E cá estamos, num surto coletivo. Alguns poucos capitalizando a imoralidade e muitos socializando a miséria. Uma hora o pesadelo acaba.

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