A forma é democrática, nós votamos. Mas não votamos leis, nós elegemos representantes. Formalmente democracia representativa, porém materialmente uma plutocracia dos mega ricos. É o dinheiro, e não as pessoas, que é devidamente representado por parlamentares:

…ó quem ta ali… 


Democracia representativa é oligarquia do lobby. Representado e representante não estão do mesmo lado, há um imenso abismo entre eles:
Política é arte de obter dinheiro dos ricos e votos dos pobres, prometendo proteger uns dos outros – Noel Clarasó
O político explora algum rótulo nobre que lhe dê aparência de buscar o bem estar social. Tanto faz à direita ou esquerda, pois na prática é como um verniz aplicado sobre madeira podre.
Pode ser o pai dos pobres ou justiceiro rigoroso contra corrupção. Padres, pastores, militares, doutores…. Títulos não faltam. Porém, o mecanismo não está nem aí para discursos e ideologias. Liga apenas para o Poder. Não ligam pra encenação no palco, mas sim para o que acontece atrás das cortinas, nos bastidores. Após ganharem o voto, políticos ganham o poder da barganha. Não por acaso, político é sinônimo de multi-milionário. Relações espúrias e coincidências incríveis sempre rondam a classe política e o alto escalão do capitalismo de compadrio.
E não é só aqui, o mundo arde em crise política e consequentemente social. EUA, Chile, Venezuela, Brasil… Independente de ideologia política, a crise tem fundamento na relação entre política e a estrutura do dinheiro. Big Money! Grandes corporações e mega ricos compram a representação política via lobby. Financiam campanhas e conseguem todo tipo de “favores legais” que os tornem ainda mais ricos. P.ex. no Brasil não há tributação de dividendos, contudo o trabalhador precisa arcar com alíquota de até 27,5% de IRPF sobre seu salário.

Somos o segundo país mais desigual do planeta, só perdendo para uma ditadura sanguinária do oriente médio:

A mídia faz sua parte na lavagem cerebral. Ela é a voz da plutocracia, maquiada de forma técnica e isenta. Na verdade, não fazem jornalismoz mas sim peças publicitárias. Logo, ao invés de debater a desigualdade obscena, o cidadão médio tem repulsa de auxílio social dado ao miserável. Chama quem ganha benefício social de vagabundo, mas ignoram quando bancos recebem R$ 1,2 trilhões. Na crise de 2008, enquanto a classe média norte americana perdia suas casas, o governo injetou US$ 14 trilhões nos bancos.

Juros e amortização da dívida custam 42,42% do orçamento da União em 2014. Mas raiva mesmo as pessoas sentem de programas assistenciais como Bolsa Família que em 2013 custou R$ 24 bilhões, o que representa apenas 0,46% do PIB.
Isso deveria ser prova inquestionável de quão falível é o discurso que legitima tudo isso: meritocracia. Mas não, a propaganda televisa jamais é interrompida. Jamais tais questões serão abordadas no Jornal Nacional. A mídia corporativa sistematicamente ignora questões que envolvem seus donos e patrocinadores. – Hello! Quem ganha bolsa família não compra horário publicitário na TV – Discutimos com naturalidade como o governos deve dar calotes nas necessidades mínimas de miseráveis, mas silêncio absoluto sobre os bilhões de juros dados mensalmente a título de manutenção da dívida pública. O homem sendo o lobo do homem, o sistema financeiro é um esquema de Ponzi muito bem elaborado.

E como será o golpe democrático?
O mecanismo de concentração de renda tem de esconder sua intrínseca característica opressora. E ele faz isso se fantasiando de democrático. Poucos conceitos são tão inquestionáveis quanto as “democracias ocidentais”, porém essa democracia representativa que temos é apenas um simulacro. Como dizia o escritor Mark Twain “se votar fizesse diferença, eles não nos deixariam fazer isso”. Essa democracia representativa é dogma inquestionável somente porquê representa muito bem o interesse dos poderosos que a comandam. É deles o dinheiro que abastecem campanhas.
Essa necessidade do mecanismo de manter uma aparência (simulacro) de democracia é seu calcanhar de Aquiles. Será esse seu ponto fraco. O jogo é ganho pela elite, mas e se mudarmos as regras? Entra aí a democracia digital.
O Congresso Nacional conta com 594 superpoderosos – são 513 na Câmara dos Deputados e 81 senadores. Portanto temos 594 congressistas representando 200 milhões de brasileiros, ou 0,000297% da população representando os outros 99,999703%.
Paradoxo: é muito arriscado para população ser representada por tão pouca gente e por outro lado, é fácil manipular tão pouca gente.
A maneira mais realista de superar essa contradição é criar o partido político Democracia Digital e os eleitos dele serão obrigados a seguir votação online dos filiados. Se você pudesse escolher entre decidir questões políticas que irão impactar diretamente em sua vida diretamente OU delegar a escolha a terceiros, o que você escolheria? A resposta é tão óbvia quanto escolher entre lâmpada elétrica ou lampião a querosene.
Na Era da Internet, é questão de tempo para que democracia representativa se torne obsoleta. E os partidos políticos tradicionais se tornarão em lembranças do passado. Como máquinas de datilografar, carroças e lampiões. Destruição criativa. Para saber mais sobre democracia digital, clique aqui e veja a introdução a DDD.

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