Notícias da ultima semana:
1) real é a moeda mais fraca do planeta em 2020
2) ONG da primeira dama Michele Bolsonaro recebeu 7,5 milhoes públicos para fazer testes do COVID-19. NENHUM teste foi feito
3) Desmatamento de Pantanal e Amazônia batem recorde e onda recorde de calor no Brasil
4) Desemprego no Brasil bate recorde e atinge 13,1 milhões de pessoas.
Taxa de 13,8% é a maior da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012
O povo brasileiro, que até outros tempos, dizia que não tinha bandidos de estimação, agora faz vista grossa aos crimes do presidente e família. Fingem que o Mito não é só mais um picareta da política. Bolsonaro foi eleito porque : 1) não era corrupto e 2) seria bom para economia. Na prática, ambas justificativas se mostraram erradas.

Moralidade seletiva, ação e inação conforme provocação. Misture temas como comunismo, livre mercado, religião, conservador, capitasmo e pronto: o Jornal Nacional provoca e a classe média bate panelas.
O que mais assusta disso tudo não é o povo estar inerte diante disso. É ainda pior, é a hipernormalidade. É tomarmos o absurdo por normal e sequer notarmos. Sua construção é um processo gradual, no qual limites são sistematicamente testados. É por causa da hipernormalidade que mesmo diante de tudo o que está acontecendo, o governo Bolsonaro consegue ter aumento de popularidade.
Como em um distopia futurista (e assustadora), o povo não liga mais para contradições ou lógica. E não adianta discutir. Discussão, ódio e xingamentos são justamente a energia que o fascismo se alimenta. Quanto mais uma nação se encontra com ódio, mais ela tem chance de sucumbir ao autoritarismo. Qualquer promessa (ou mentira) bem encenada serve. Surgem vilões, heróis e narrativas oportunistas.
Questão é, de que serve discutir qual presidente foi pior? Olhar o passado, de que forma isso melhora o futuro?
Ao invés de discutir culpa, é melhor discutir soluções. Thomas Khun diz que “um paradigma não cai por seus fundamentos, mas sim quando um novo paradigma se apresenta como alternativa a ele e toma seu lugar”.
Isso significa que por mais que esse sistema político seja uma estrutura em ruínas, ele só irá sucumbir quando algo melhor vier substituí-lo. Ou seja sem apresentarmos alternativas, não adianta apenas criticar a fraude chamada Bolsonarismo.
A alternativa existe e é séria: Democracia Direta Digital. Nova política não se faz apenas trocando os personagens, é preciso mudar o roteiro. É preciso mudar a estrutura de representatividade de poder, caso contrário continuaremos perpetuando o absurdo: eleição após eleição, à esquerda e à direita, trocando seis por meia dúzia.
A catástrofe brasileira é a realidade clamando por mudanças.

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