Bilionário que montou um esquema de pirâmide de US$ 65 bilhões, porém quebrou na crise financeira de 2008. Assim que confessou o crime foi preso, e em 2009 foi condenado à 150 anos de prisão.
E hoje, 14/04/2021, ele morreu na prisão. Tinha 82 anos de idade.
Em 2010, seu filho mais velho Mark se matou e segundo seu advogado ele foi vítima “do crime monstruoso do pai”.
Em setembro de 2014, o filho mais novo de Madoff, Andrew, morreu de câncer aos 48 anos. Ele culpou o estresse do escândalo pelo retorno da doença contra a qual havia lutado em 2003.
No ano passado, Madoff solicitou a antecipação de sua libertação alegando problemas de saúde, incluindo uma doença renal. Em uma entrevista ao jornal The Washington Post, ele disse que “cometeu um erro terrível”.
“Estou com uma doença terminal”, disse ele. “Não há cura para o meu tipo de doença. Então, você sabe, eu servi. Já cumpri 11 anos e, para ser franco, já sofri com isso.”
O juiz negou seu pedido, observando que muitas vítimas ainda estavam sofrendo devido às perdas financeiras. E acrescentou: “Também acredito que o sr. Madoff nunca sentiu remorso verdadeiro, e que ele apenas lamentou que sua vida como ele a conhecia estava desmoronando”, afirmou o juiz.
DISCREPÂNCIA. No Brasil, Breno Borges, filho da desembargadora Tânia Borges (TJ/MS), foi preso em 2017 com 135 quilos de maconha e duzentas munições de fuzil. Sua mãe tratou de livrá-lo. Alvará de soltura e saída pela porta da frente da prisão. Por soltar seu filho de forma ilegal, a mãe desembargadora foi “condenada” a receber até o fim da vida aposentaria compulsória de R$ 35 mil reais.
Esse é apenas um caso entre infinitos que se repetem constantemente. Hoje Lula está sendo julgado pelo STF, num show de hipocrisia onde o Judiciário finge não ter nada a ver com o colapso social.
Juízes, desembargados e ministros lavam as mãos e juram não ter nada com isso. Porém, vantagens indevidas como os 29 desembargadores do TJ-MT receberam em suas contas, em dezembro de 2020, uma média de R$ 262,8 mil é o que, senão corrupção legalizada?
Imbecis racistas acreditam que a malandragem brasileira surge da nossa falta de pureza genética. Talvez porque na cabeça desses doentes, o problema é a miscigenação que não nos fez brancos o suficiente.
Porém, vivemos no fundo do poço ético por motivo diverso.
Reforço positivo e negativo. O que é mais vantajoso no Brasil, cumprir as leis ou locupletar-se às custas delas?
Somos um país podre porque que aqui é vantajoso ser bandido. O problema é histórico. Para se ter uma ideia, o senador Arnon De Melo trocou tiros com outro senador em plena sessão legislativa e matou um outro senador que nada tinha a ver com isso. Além de ninguém ser preso, ninguém perdeu o mandato.
A discrepância é que enquanto nos EUA o filho do bilionário se matou de desgosto, no Brasil o filho de Arnon, Fernando Collor de Mello, foi eleito presidente da República.
O problema é estrutural. O poder é uno, mas com esferas de manifestações funcionalmente diferenciadas. Judiciário, Executivo e Legislativo se acusam pela tragédia porém a origem do problema é um só: todo poder emana do povo.
Somos nós que delegamos poder e por meio de impostos sustentamos o circo. No final, como profetizou Dilma Rousseff “nem quem ganhar nem quem perder vão ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”.
Essa é a síntese do Brasil por 500 anos. Uma república das bananeiras tipo exportação. Um país lindo, porém feito para ser devastado e vendido. Quem sabe quando finalmente vendermos tudo seremos ricos?
Uma elite podre não liga se 19,1 milhões de brasileiros que efetivamente passam fome e há um quadro de insegurança alimentar grave atingindo 117 milhões de pessoas, os quais não sem acesso pleno e permanente a alimentos:

Mais gente passando subnutrida e passando fome do que com comida. Esse é o país que os militares juram que salvaram do comunismo? Esse é o país cujo maior negócio é exportar alimentos?
Adultos minimamente racionais deveriam se envergonhar de eleger alguém conhecido como MITO que faz apologia à tortura, é envolvido com milicias e faz arminha com a mão.
Ah sim, ele também era cristão! Piada pronta, o uso político da religião é tão escancarado que Bolsonaro até uns anos atrás se ele se dizia católico, mas ao perceber a força evangélica no Rio de Janeiro trocou de crença como quem troca de cueca…
E cá estamos. Democracia falida e um país repugnante. Sucursal do inferno comandada por uma horda de milicianos, pastores picaretas e empresários parasitas. Progresso no Brasil é mudar pro exterior.
Precisamos parar de contar histórias para nós mesmos. Chega de Mitos e santos. Chega de salvadores da pátria, seja à direita e esquerda.
Chega a hora de tomar o poder pelas rédeas. Delegá-lo, eleição após eleição não dá certo. PRECISAMOS DE DEMOCRACIA DIGITAL.
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