1) maior quantidade de informação e narrativas transacionadas entre povos – como ocorre atualmente com internet – maior a dificuldade de impor uma narrativa específica (ou estabelecer monopólios de informação).
2) impérios antigos (p.ex. romano e egípcio) duravam milênios e séculos). Graças a modernidade líquida, cada vez mais a dominância será precária na luta de quem manda entre as nações. Pex. Século vinte foi do monopólio norte americano, especialmente no pós segunda guerra (1945-2000) até a invasão do capitólio em 2020. A decadência do império que anos antes despejava bombas nucleares na cabeça dos japoneses é inegável.
3) liga das nações e depois organizações das nações unidas – onu. O direito internacional querendo prevalecer sobre o árbitro da tirania. Porém sem forma vinculante. Vide invasão do Iraque sob pretexto de armas de destruição em massa. Onu condenou, EUA ignorou.
4) jogo das cadeiras cada vez mais rápido. Agora em 2022 Putin tenta a sorte na Ucrânia. Nazistas drogados segundo ele tomaram o poder. Logo, justifica o ataque em território estrangeiro.
5) a humanidade não vai repetir padrões passados. A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Apoio será difícil, pois conforme ponto 1 será cada vez mais difícil o estabelecer narrativas unilaterais. De modo horizontal a humanidade se comunica. Peer to peer, sem intermediários. Globo, CNN, Hollywood, Reuters e New york times que justificou a invasão so Iraque sob o argumento quixotesco de armas de destruição e massa terão cada vez menos poder.
6) Um império chinês, russo, ou outro intervencionista terá dificuldade de impor narrativas que justificam sua autocracia. Modernidade líquida é sobre dificuldade crescente de informação e narrativa. E cá estamos, no olho do furacão. Num mundo de fake news, deepfake, deepstate, vigilância em massa, e muito caos. Novoa tempos, novos desafios. Há 20 anos era orelhão e fita cassete, hoje é whatsapp e YouTube. Nas nuvens a informação voa. 5g, smartphone, é só o começo.
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